"Noite. Para os gregos ela era a mãe do céu, da terra. A mãe dosono, da morte e das angustias, da ternura e do engano. Para mim a noite percorre, envolvida no seu manto negro e sombrio, o céu e a terra num carro tão negro como ela. Ela cobre o mundo com o seu frio ou o seu calor dependendo da pessoa que a sentia. Mas não digo que esse frio é mau, assim como não digo que o calor seja mau e que ambos não sejam bons. Então se o frio e o calor não são nem bons nem maus o que são?
Essa pergunta deixou-me, durante dias, semanas e anos, doente, e serei sincera, sem resposta. Até que uma moite, sim uma noite, quando a Senhora da Noite apareceu à minha frente e me envolveu com os seus braços que eu senti finalmente a resposta. E foi também nessa altura que nos meus olhos um brilho negro os inundou. A morte não é assm tão má e a noite sendo a sua mãe também não o é.
Eu tinha adormecido. Podem pensar que aquele encontro foi um mero sonho, eu propria pensava isso mas quando abri os olhos o meu quarto esta dferente. A luz do sol pintava ao de leve as paredes brancas com tons dourados e no canto da minha cama um manto negro azulado projetava a sua luz eliminando a luz dourada. Agarrei no manto e coloquei-o, nunca me sentira tão completa. Dancei até ao espelho de corpo inteiro que tinha preso à porta do armário e observei espantada e assustada a imagem daquela jovem rapariga de 16 anos de olhos castanhos, que lá no fundo eram negros com toques de azul, e de manto aos ombros.
Devo dizer que a resposta à questão ainda vive dentro de mim mas que quem quer saber esse segredo terá de esperar que a Senhora da Noite a revele tal como me revelou a mim pois da minha alma a resposta não sairá. Louvada seja a Noite!"
Este texto foi apenas uma "memória" que escrevi num momento em que o dia reinava juntamente com o barulho dos jovens. Nada de especial.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
sábado, 14 de maio de 2011
Meu fogo...
É apenas uma coisinha que fiz á uns tempos. Algo que me veio a cabeça e que tive de escrever.
"Oh mar violento, bravo e selvagem.
Oh céu azul, cristalino e suave.
Oh terra verde e mansa.
Of fogo vermelho, quente e vivo. Fogo que me consome pouco a pouco, fazendo com que me tranforme em cinzas para que depois renasça viva e nova.
Fogo que me debilita lentamente... Fogo que me aquece nas noites frias, solitárias e escuras. O mais belo de todos os elementos. Aquele que todos temem... Aquele que todos tentam usar...
Oh meu lar, doce, querido e desejado lar... Partiste e não me levaste. Que triste sina minha... O meu puro elemento foi-se para nunca mais voltar."
"Oh mar violento, bravo e selvagem.
Oh céu azul, cristalino e suave.
Oh terra verde e mansa.
Of fogo vermelho, quente e vivo. Fogo que me consome pouco a pouco, fazendo com que me tranforme em cinzas para que depois renasça viva e nova.
Fogo que me debilita lentamente... Fogo que me aquece nas noites frias, solitárias e escuras. O mais belo de todos os elementos. Aquele que todos temem... Aquele que todos tentam usar...
Oh meu lar, doce, querido e desejado lar... Partiste e não me levaste. Que triste sina minha... O meu puro elemento foi-se para nunca mais voltar."
segunda-feira, 8 de março de 2010
Eu e a Natureza
Escrevi este poema para recitar no Recital que houve na minha escola.
"Plantei uma azálea rosada
E o meu nome nasceu no ar
Pintado com uma cor avermelhada
Como uma confissão de encantar.
Mas isso não dura para a eternidade
E o Negro triste e solitário
Fecha a sensação no velho armário,
Mostrando assim a sua pura verdade.
Quando finalmente desperto
Do sonho eterno e impenetrável
As memórias voltam de forma agradável
E o Negro dá lugar a algo mais aberto.
Assim eu vivo honrando a união.
A união que tenho com a Natureza.
Então calma e serena canto a canção
Interiorizando sempre a sua pureza."
Jéssica Reis
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Auto-retrato
Ao olhar-me no espelho não era o mesmo rosto
Rapariga pequena deixara de ser.
Agora só uma jovem com um enorme gosto.
Um enorme gosto de ler.
Uma jovem de olhos negro e vazios,
Cabelos castanhos que dançavam com o vento,
Coração puro e mais pequeno do que os rios,
Mas muito amor dar eu tento.
Escritora honesta sou,
E textos lamechas eu dou.
Para alegrar meu coração solitário,
Às vezes escrevo-os ao contrário.
A minha essência é o meu tesouro
É como se fosse ouro.
Por fim o poema acabei,
E a minha essência nele coloquei.
Rapariga pequena deixara de ser.
Agora só uma jovem com um enorme gosto.
Um enorme gosto de ler.
Uma jovem de olhos negro e vazios,
Cabelos castanhos que dançavam com o vento,
Coração puro e mais pequeno do que os rios,
Mas muito amor dar eu tento.
Escritora honesta sou,
E textos lamechas eu dou.
Para alegrar meu coração solitário,
Às vezes escrevo-os ao contrário.
A minha essência é o meu tesouro
É como se fosse ouro.
Por fim o poema acabei,
E a minha essência nele coloquei.
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